quinta-feira, outubro 05, 2006

bossa do desiludido

tu me disseste
Sou sua,
É seu o meu coração
E a lua
Eu disse não

Você disse me veste!
Eu gritei rua
Você me beijou
Me ama!
me implorou

retruquei, não posso, já amo,
Tu disse:
o amor é cigano!
E pra cama me empurrou

Eu chorei e disse:
Não!
cigana, ó infame,
é a paixão!
a carne e a fome

O amor é eterno
É fogo divino
que arde no inverno,
no velho e no menino

Tu não vais vencer,
pobre profana
o amor não pode morrer
Você que se engana...

As regalias do caminho

Ah... as regalias do caminho...
As flores na beirada...
os amigos de estrada,
que nos trazem um pouco de carinho

Ah, as regalias do caminho...
Os sonhos encantados,
Os poemas apaixonados

São eles que nos ajudam a continuar...
Em cada tropeço, se reerguer...
E cada vez mais, crescer
lembrando sempre de não se identificar...