Sento no camarim
Para mais um dia de longo trabalho
Tinta vermelha ao redor da boca
E branca no resto do rosto
Nariz vermelho e vários sorrisos
Patetas poetas, poetas patetas
Repasso poesias
Imaginando futuras palmas
Aos poucos, se vai a calma
Que será que pensarão?
Poetas patetas, patetas poetas
De cima do palco
Uma platéia atenta me observa
Mas só dois olhos me importam
Patetas poetas, poetas patetas
As palmas vieram comedidas,
algumas quase homicidas
Mas aqueles olhos brilharam,
E só eles me importaram
Poetas patetas, patetas poetas
quarta-feira, setembro 27, 2006
Ao meu lado
Ao meu lado
Há sempre um lugar vago
No sofá, ônibus, cinema
Em qualquer esquema
Há sempre um lugar vago
Sempre o mesmo vácuo
Que me causa tontura
Me suga, torura
Me exprime criatividade
Mais parece um chicote
batendo no lombo do burro
que lhe dá forças
tirando alegrias
Penso se um dia
a luz de ocupado acenderá
Se um dia um grande amor virá
até lá, me resta poesia
Há sempre um lugar vago
No sofá, ônibus, cinema
Em qualquer esquema
Há sempre um lugar vago
Sempre o mesmo vácuo
Que me causa tontura
Me suga, torura
Me exprime criatividade
Mais parece um chicote
batendo no lombo do burro
que lhe dá forças
tirando alegrias
Penso se um dia
a luz de ocupado acenderá
Se um dia um grande amor virá
até lá, me resta poesia
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