quarta-feira, setembro 27, 2006

Ao meu lado

Ao meu lado
Há sempre um lugar vago
No sofá, ônibus, cinema
Em qualquer esquema
Há sempre um lugar vago

Sempre o mesmo vácuo
Que me causa tontura
Me suga, torura
Me exprime criatividade

Mais parece um chicote
batendo no lombo do burro
que lhe dá forças
tirando alegrias

Penso se um dia
a luz de ocupado acenderá
Se um dia um grande amor virá
até lá, me resta poesia

Um comentário:

Samantar Mohi disse...

Vácuos vêm...vácuos vãO