São sempre os mesmos rostos,
Falsos felizes.
De Adão aos 3 cavaleiros
dos 7 dias aos 7 selos.
São sempre as mesmas diretrizes,
Criadas para serem burladas
Das cavernas ao espaço
De Grécia a USA
São sempre os mesmos
Os mendigos na calçada
Os motoristas na estrada
Só eu não sou o mesmo
Sou fugitivo capturado
E guerreiro vencedor
Sou índio batedor,
Ídolo corretor
Poeta, poeta
Sou Fernando, um monarquista
Sou Neruda, comunista
E até, pasmem,
Sou mil eus, anarquistas
sábado, setembro 30, 2006
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