sexta-feira, outubro 20, 2006

realidades

A velha que sorri,
sentada na calçada,
ante as amarguras da vida

O pintor, não o de telas, o de paredes
com a cara manchada de tinta
não pela alegria descontrolada.
mas como resultado do ofício,
hora tão belo, hoje, leve resquício

Não nos alegra
por sua alegria em si,
mas por uma sobreposição de opostos,
de metades diferentes.

São assim, todas essas gentes,
todo esse cotidiano,
que nos mostram todas as vezes
que pendemos ao engano.

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